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roberto pascualRoberto Pascual é Podologista é licenciado em Podologia pela Universidade Complutense de Madrid desde de 1997. Também possui um Máster em Cuidados pela UCM. Na atualidade exerce como professor titular na Universidade Miguel Hernández de Elche, ministrando aulas no âmbito da licenciatura em Podologia. Também lecionou o Mestrado em Podologia Infantil (Universidade de Barcelona), o Mestrado em Podologia Clínica e Desportiva (Universidade Católica de Múrcia) e o mestrado em Podologia Desportiva (Universidade Católica de Valência). Também atuou como diretor e professor de diversos cursos de especialização. Também tem um amplo currículo dando conferências e seminários, principalmente sobre Podologia pediátrica.

 

É verdade que os pés planos infantis flexíveis não se corrigem com palmilhas?

Es verdad que los pies planos infantiles flexibles no se corrigen con plantillas?

Is it true that the pediatric flexible flat feet do not correct with insoles?

Pascual Gutiérrez, R 1, Barquero Abab, A. M. 2 e Garcia Campos, J 3

1 Podologista, Universidade Miguel Hernández; r.pascual@umh.es

2 Enfermeira, Universidade Miguel Hernández; anamariabarqueroabad@gmail.com

3 Podologista, Universidade Miguel Hernández; jgarcia@umh.es

 

RESUMO: Desde a revisão sistemática de Cochrane de 2012 onde se estabelecia que o tratamento não cirúrgico do pé plano infantil não apresentava evidência científica de ser efetivo sobre a correção, nem mesmo de não ser. Foram realizados pelo menos 10 estudos científicos que nos permitiram avançar na resolução desta problemática.

A análise das publicações científicas mais atuais concluem que os pés planos infantis flexíveis se podem corrigir através de elementos ortopédicos sempre e quando se cumpram os seguintes requisitos: que sejam flexíveis (Sabemos analizar realmente o que é um pé plano flexível?), que sejam tratados com palmilhas ortopédicas rígidas e feitas à medida (Descartamos as palmilhas por elementos e resinas?), que se mantenha o tratamento mínimo de 4 anos e mais perto do final da consolidação óssea (Então podemos começar a tratar um pé plano infantil aos 9 anos de idade?), que o calçado permita realizar o efeito de forças reativas do solo sobre os elementos ortopédicos (E os sapatos desportivos com solas fléxiveis então não são bons?) e que se realizem atividades de impacto do pé no solo para aumentar a efetividade do tratamento (Justificamos a necessidade de crianças ativas e desportos com impacto do pé no solo?)

PALAVRAS CHAVE: PODOLOGIA INFANTIL, PÉ PLANO INFANTIL, EVIDÊNCIA CIENTÍFICA, TRATAMENTO ORTOPÉDICO.

 

RESUMEN: Desde la revisión sistemática Cochrane de 2012 en la que se establecía que el tratamiento no quirúrgico del pie plano infantil no presentaba evidencia científica de ser efectivo sobre la corrección, pero tampoco de no serlo; se han realizado al menos 10 estudios científicos que nos han permitido avanzar en la resolución de esta problemática.

El análisis de las publicaciones científicas más actuales concluye que los pies planos infantiles flexibles se pueden corregir por medio de elementos ortopédicos siempre y cuando se cumplan los siguiente requisitos: que sea flexible (¿sabemos analizar realmente qué es un pie plano flexible?), que sea tratado con plantillas ortopédicas duras y hechas a medida (¿descartamos las plantillas por elementos y las resinas?), que se mantenga el tratamiento mínimo 4 años y lo más cercano a final de crecimiento óseo (entonces sirve de algo empezar a tratar un pie plano infantil a los 9 años de edad?), que el calzado permita realizar el efecto de las fuerzas reactivas del suelo sobre los elementos ortopédicos (¿y los zapatos deportivos con suelas flexibles entonces no son buenos?) y que se realicen actividades de impacto del pie en el suelo para aumentar la efectividad del tratamiento (¿justificamos la necesidad de niños activos y deportes con impacto del pie en el suelo?)

PALABRAS CLAVE: PODOLOGÍA INFANTIL, PIE PLANO INFANTIL, EVIDENCIA CIENTÍFICA, TRATAMIENTO ORTOPÉDICO.

 

ABSTRACT: Since the 2012 Cochrane systematic review in which it was established that non-surgical treatment of childhood flatfoot did not present scientific evidence of being effective on correction, but neither of not being so; At least 10 scientific studies have been carried out that have allowed us to advance in solving this problem.

The analysis of the most current scientific publications concludes that flexible children’s flat feet can be corrected by means of orthopaedic elements as long as the following requirements are met: that it is flexible (do we really know how to analyze what a flexible flat foot is?), That is treated with hard orthopaedic insoles and made to measure (do we discard the insoles by elements and resins?), that the treatment is maintained at least 4 years and as close to the end of bone growth (then it helps to start treating a children’s flat feet at 9 years of age?), that the footwear allows the effect of the reactive forces of the ground on the orthopaedic elements (and are sports shoes with flexible soles not good?) and that impact activities are carried out of the foot on the ground to increase the effectiveness of the treatment (do we justify the need for active children and sports with foot impact on the ground?).

KEYWORDS: Children’s podiatry, children’s flat feet, scientific evidence, orthopedic treatment.

José Luis Gomez Boquera trabalha como Podologista desde 2013. Nesse ano realizou um curso de círurgia e infiltrações. Em 2014 concluiu duas pós-graduações em Patomecânica e Tratamentos ortopodológicos e em Podologia Pediatrica na Universidade de Barcelona. Em Part-time iniciou o primeiro podcast sobre Podologia em Espanhol.

Incidência de lesões relacionadas com atletismo em crianças, jovens e adolescentes: Revisão bibliográfica.

Incidencia de lesiones relacionadas com el atletismo en niños, jóvenes y adolescentes: Revisión bibliográfica.

Incidence of Track and Field-related injuries in children, youth and adolescents: Bibliographic review.

 

Boquera, J. L. 1 e Palma, L. P. 2

1 Podologista, Master em Patomecanica e Tratamentos Ortopodologicos e Master em Podologia Podiatrica pela Universidade de Barcelona;josegomezpodiatry@gmail.com

2 Podologista, diretora do Máster Podología Pediátrica Universidade de Barcelona (UB) perez@ub.edu

 

RESUMO: O atletismo é um dos desportos mais praticados entre as pessoas de todas as idades e é especialmente relevante durante o crescimento e desenvolvimento psicomotor dos mais jovens. Objetivos: Pretende-se determinar a incidência e as características das lesões relacionadas com a prática do atletismo na população jovem, entre os 6 e os 19 anos. Método: Realizou-se uma revisão bibliográfica sistemática mediante a metodologia PRISMA. Um total de 178 artigos foi obtido. Selecionou-se 13 para análise final. Resultados: Obteve-se que as modalidades com maior participação são as que apresentam um maior número de lesões (sprint, corrida de média/longa distância). Discussão: existem modalidades como barreiras ou outras combinadas que apresentam uma maior incidência quando se utiliza uma escala (lesões x tempo de exposição do atleta). Conclusões: o atletismo não é um dos desportos mais lesivos que existem, mas um grande índice de participação nas suas provas é significativo para o volume de lesões, sendo o membro inferior a região corporal mais afetada com um claro predomínio das lesões de tecidos moles. Identificaram-se diferentes fatores de risco predisponentes à lesão.

PALAVRAS CHAVE: ATLETISMO, LESÕES, CRIANÇAS, JOVENS E ADOLESCENTES

 

RESUMEN: El atletismo es uno de los deportes más practicados entre la población de todas las edades y es especialmente relevante durante el crecimiento y el desarrollo psicomotor de los más jóvenes. Objetivos: Se pretende determinar la incidencia y las características de las lesiones relacionadas con la práctica del atletismo en la población joven, de entre 6 y 19 años. Método: Se realiza una revisión bibliográfica sistemática mediante la metodología PRISMA. Un total de 178 artículos fueron obtenidos. Seleccionamos 13 para el análisis final. Resultados: Se obtiene que las modalidades con mayor participación son las que ocupan un mayor volumen de lesiones (Sprint, Carrera de media/larga distancia). Discusión: existen modalidades como Carrera de vallas o los Eventos combinados que presentan una mayor incidencia de lesiones cuando se utiliza una escala (lesiones x Tiempo de exposición del atleta). Conclusiones: el atletismo no es uno de los deportes más lesivos que existen, pero el gran índice de participación en sus pruebas hace significativo el volumen de lesiones, siendo el membro inferior la región corporal más afectada con un claro predominio de las lesiones de tejido blando. Se han identificado diferentes factores de riesgo predisponentes a la lesión.

PALABRAS CLAVE: ATLETISMO, LESIONES, NIÑOS, JÓVENES Y ADOLESCENTES

 

ABSTRACT: Track and Field is one of the most practiced sports among the population of all ages and is especially relevant during the growth and psychomotor development of the youngest. Objectives: The aim is to determine the incidence and characteristics of injuries related to the practice of T&F in the young population, between 6 and 19 years old. Method: A systematic bibliographic review is carried out using the PRISMA methodology. A total of 178 articles were obtained. We select 13 for the final analysis. Results: It is obtained that the modalities with the highest participation are those that occupy a greater volume of injuries (Sprint, medium / long distance running). Discussion: There are modalities such as Hurdles or Combined Events that have a higher incidence of injuries when using a scale (injuries x Athlete exposure time). Conclusions: athletics is not one of the most harmful sports in existence, but the high rate of participation in its events makes the volume of injuries significant, with the lower limb being the most affected body region with a clear predominance of soft tissue injuries. Different risk factors predisposing to the injury have been identified.

KEYWORDS: TRACK AND FIELD, INJURIES, CHILDREN, YOUTH AND ADOLESCENTS

Renata Neves é uma Podologista licenciada pela ESSVS do IPSN da CESPU desde 2010. No ano de 2013 conclui o mestrado em Podiatria Infantil pela ESSVS do IPSN da CESPU desde então exerce atividade clínica privada especializando-se na Podiatria Infantil.

Alterações da mobilidade articular em crianças diabéticas tipo I, dos 10 aos 18 anos

Changes in joint mobility in type I diabetic children aged 10 to 18 years

Neves, R. 1, Oliveira, F.M. 2 e Magalhães, M.J.F.3

1 Podologista, Mestre em Podiatria Infantil pela ESSVS do IPSN da CESPU; renatassneves@gmail.com

2 Podologista, Coordenador do Centro de Investigação da Associação Portuguesa de Podologia (CIAPP); Mestre em Psicologia da Dor pelo IPSN, Doutor em Engenharia Biomédica pela FEUP; CESPU, Instituto de Investigação e Formação Avançada em Ciências da Saúde e Tecnologias. fmiguel.oliveira@ipsn.cespu.pt 

3 Médico Pediatra, Chefe de Serviço de Pediatria do Hospital de São João. Doutorado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Porto; manuelfontoura@hotmail.com

 

RESUMO: A diabetes mellitus tipo I é uma doença metabólica crónica, que tem vindo a aumentar em crianças cada vez mais jovens (Howard,2008), com especial incidência em crianças com idades entre os 10 e 14 anos. A esta patologia estão associadas várias complicações, sendo a limitação articular uma delas que pode ser já manifestada em adolescentes com diabetes mellitus tipo I. Atendendo ao crescente número de casos de diabetes, em particular a diabetes tipo I e atendendo ao facto de a ela estarem relacionadas complicações como limitação da mobilidade articular, este estudo pretende analisar a prevalência das alterações da mobilidade articular em crianças diabéticas tipo I, dos 10 aos 18 anos. Equacionando que a diabetes condiciona a mobilidade articular, propusemos avaliar a limitação da mobilidade articular quando associada a fatores como a idade, género, índice de massa corporal (IMC) e valores de hemoglobina glicolisada (HgbA1c); e verificar em que articulações a limitação é mais predominante. Participaram neste estudo 26 crianças diabéticas, entre os 10 e os 18 anos de idade, com uma média de idades de 14,31 (dp=2,18) do Serviço de Pediatria do Hospital de S. João. Procedeu-se à elaboração de um questionário para controlo de variáveis assim como, recorrendo a um goniómetro de braços, uma avaliação das amplitudes articulares do braço, punho, anca, joelho tibiotársica e 1ª articulação metatársica falângica. A média (M) das idades em que a limitação é mais incidente é de 14,29 anos, ou seja, ao longo da puberdade. O género não é um fator determinante na limitação da mobilidade articular, por outro lado, os altos níveis de IMC o são. Dos sujeitos com sobrepeso / obesidade (10), 92% apresentam mobilidade articular reduzida. Por outro lado, verificamos que a limitação da mobilidade articular é afetada por diferentes fatores, como longevidade do diagnóstico de diabetes e controle metabólico de HgbA1c e que a redução da limitação incide sobre diversos movimentos articulares. Os resultados confirmam os objetivos apresentados no início, mostrando que o diabetes afeta a mobilidade articular e que diversos fatores estão associados à redução da mobilidade. Concluímos que o diabetes mellitus tipo 1 afeta a mobilidade articular e que devemos ter em atenção fatores como idade, IMC, número de anos de diagnóstico de diabetes, uma vez que contribuem para a limitação articular.

 

PALAVRAS-CHAVE: DIABETES, DIABETES MELLITUS TIPO I, MOBILIDADE ARTICULAR, HGBA1C, GONIOMETRIA

 

ABSTRACT: Diabetes Mellitus type 1 is a chronical metabolic disorder, that has been increasing in younger children (Howard,2008), with special incidence from 10 to 14 years. Several complications are associated with this pathology, with joint limitation being one of them that may already be manifested in adolescents with type I diabetes mellitus. Given the growing number of diabetes cases, in particular type I diabetes, and given the fact that complications such as joint mobility limitation are related to it, this study aims to analyze the prevalence of joint mobility changes in type I diabetic children, from 10 at 18 years old. Estimating that diabetes interferes with joint mobility, we proposed to evaluate the limitation of joint mobility when associated with factors like age, gender, BMI values and HgbA1c values; verify in which joint the limitation is prevalent. 26 diabetic children, between 10 and 18 years old, with an average age of 14.31 (sd = 2.18) from the Pediatric Service of Hospital de S. João participated in this study. A questionnaire was created to control variables as well as, using an arm goniometer, an assessment of the articular amplitudes of the arm, wrist, hip, knee, ankle and 1st MPJ. The mean (M) of ages where limitation is more incident is 14,29 years old, that means, along puberty. Gender is not a determining factor on joint mobility limitation, on the other hand the high levels of IMC are. Of the subjects with overweight/obesity (10), 92% have reduced joint mobility. On the other hand, we verify that the limitation of joint mobility is affected by different factors such as longevity of the diabetes diagnosis and metabolic control of HgbA1c and that the limitation’s reduction focuses over several joint movements. The results confirm the goals presented at the beginning, showing that diabetes affects joint mobility and that several factors are associated to mobility’s reduction. We conclude that diabetes mellitus type 1 affects joint mobility and that we must have in attention factors as age, BMI, number of years of diabetes diagnosis once they contribute to joint’s limitation.

 

KEYWORDS: Diabetes, diabetes mellitus tipo1, joint mobility, limitation of joint mobility, children

Ivo BrochadoIvo Brochado é licenciado em Podologia, pela Escola Superior de Saúde de Vale do Sousa e tem Mestrado em Cirurgia MIS, Universidade Católica de Valência.

 

Osteotomias digitais incompletas minimas invasivas – odi

Incomplete digital osteotomies, minimum invasive – ido

 

Brochado, I.1

1Podologista na Clínica Dr. Ivo Brochado; ivo.brochado@gmail.com

 

RESUMO: As técnicas de cirurgia mínima incisão do pé foram sofrendo evoluções nos últimos tempos de maneira notável, oferecendo uma série de procedimentos cirúrgicos cuja associação nos proporciona uma eficaz correção das patologias podológicas. Dentro das técnicas mais usadas em cirurgia podológica mínima invasiva do pé, estão as osteotomias, cujo objetivo é modificar o desalinhamento que sofrem os segmentos ósseos sobre os seus eixos, e recuperar a porção entre as corticais e o equilíbrio funcional. A cirurgia mínima invasiva do pé oferece-nos a possibilidade de executar estas técnicas através das osteotomias completas e incompletas.

As técnicas ODI consistem em realizar um corte no osso em forma de cunha, cuja abertura se localiza no lado oposto à deformidade, deixando intacta a porção da cortical contrária a esta, mas suficientemente debilitada e flexível para permitir fechar a mesma.

Vantagens das ODI:

  • Não se produz deslocação/movimento dos fragmentos.
  • O segmento ósseo não sofre encurtamento.
  • Permite uma mudança angular do segmento ósseo sobre a sua matriz anatómica.
  • Propicia e mantém o contacto das superfícies ósseas.
  • Diminui as complicações como as não uniões e os calos hipertróficos.
  • Facilita a colocação das ligaduras pós-operatórias, reduzindo a sua função a manter a cunha fechada e a exercer um efeito de compressão, gerando as condições ótimas para que se produza uma boa ossificação.

Desta forma, poderá dizer-se que a cirurgia MIS é uma boa opção resolutiva e segura para o tratamento das deformidades dos dedos menores. Apresenta uma boa aceitação por parte do paciente ao ser menos invasiva, diminuir complicações por infeções e deixar menos cicatriz na pele.

As ODIS são técnicas de eleição nas deformidades digitais leves ou moderadas sem afeção articular, dado que nos oferece uma maior estabilidade interfragmentária, diminuindo a inflamação e a dor pós-operatória, encurtando o período pós-cirúrgico.

PALAVRAS CHAVE: OSTEOTOMIA INCOMPLETA DIGITAL, CIRURGIA MÍNIMA INCISÃO, DEDOS MENORES, DEDOS EM GARRA.

 

ABSTRACT: The techniques of minimal foot incision surgery have undergone remarkable developments in recent times, offering a series of surgical procedures whose association provides us with an effective correction of foot diseases. Among the techniques most used in minimally invasive foot surgery, are osteotomies, whose objective is to modify the misalignment suffered by the bone segments on their axes, and to recover the portion between the cortical and the functional balance. Minimally invasive foot surgery offers us the possibility to perform these techniques through complete and incomplete osteotomies.

The IDO techniques consist of making a cut in the wedge-shaped bone, the opening of which is located on the side opposite the deformity, leaving the portion of the cortical opposite to it intact, but weakened and flexible enough to allow it to close.

Advantages of IDO:

  • There is no displacement / movement of the fragments.
  • The bone segment does not shorten.
  • Allows an angular change of the bone segment over its anatomical matrix.
  • Provides and maintains contact with bone surfaces.
  • Reduces complications such as non-joints and hypertrophic calluses.
  • It facilitates the placement of post-operative bandages, reducing their function to keep the wedge closed and to exert a compression effect, generating the optimal conditions for good ossification to occur.

Therefore, it can be said that MIS surgery is a good and safe solution for treating minor finger deformities. It is well accepted by the patient as it is less invasive, reduces complications due to infections and leaves less scar on the skin.

IDO are techniques of choice for mild or moderate digital deformities without joint disease, as they offer greater interfragmentary stability, decreasing inflammation and postoperative pain, shortening the post-surgical period.

 

KEYWORDS: INCOMPLETE DIGITAL OSTEOTOMY, MINIMAL INCISION SURGERY, SMALLER TOES, HAMMERTOES.

André FerreiraAndré Ferreira é licenciado em Podologia pela Escola Superior de Saúde de Vale do Sousa; Pós-graduado em cirurgia de mínima incisão Podológica, pela UManresa-FUB; Mestre em Podiatria Cirurgica pela Universidade de Huddersfield e com Fellowship em Cirurgia do Antepé, pelo New York College of Podiatric Medicine. É membro editorial do Jornal Europeu de Podiatria.

 

Complicações da cirurgia de hálux valgo

Complications of Hallux Valgus surgery

Ferreira, A.1

1Podiatra Avançado em Cirurgia Podiátrica, Derbyshire Community NHS Trust; andre.ferreira2@nhs.net

 

RESUMO: O hálux valgo é uma patologia na qual a indicação cirúrgica primária é dor ou comprometimento da deformidade e dependerá da gravidade do hálux valgo, da morfologia do primeiro raio e da anatomia do antepé. A cirurgia para esta deformidade avançou consideravelmente nos últimos anos. Existem várias complicações, embora os resultados como um todo sejam bons (85%).

O objetivo deste estudo é rever as diferentes complicações cirúrgicas da cirurgia de hálux valgo e saber o que estamos enfrentando quando essa cirurgia é realizada usando diferentes técnicas.

Para isso, realizamos uma revisão bibliográfica nas principais bases de dados nacionais e internacionais (dialnet, pubmed, cochrane, medline …) de artigos relacionados a este tópico publicados nos últimos cinco anos. Foram revistos 38 artigos, dos quais 20 eram válidos com base nos critérios de inclusão / exclusão.

As complicações cirúrgicas mais frequentes são recorrências ou hipocorreções, hipercorreções (hálux varo), metatarsalgias e outras dores causadas pela transferência de cargas após a operação cirúrgica.

Conclusões: As complicações estudadas devem ser levadas em consideração e sua aparência deve ser evitada na medida do possível. Que começa por conhecer as complicações de cada técnica, bem como as gerais e os protocolos de ação.

 

Palavras-chave: HÁLUX VALGOS, PROCEDIMENTOS CIRÚRGICOS, COMPLICAÇÕES, OSTEOTOMIA.

 

ABSTRACT: Hallux valgus is a condition in which the primary surgical indication is pain or impairment of the deformity and will depend on the severity of hallux valgus, the morphology of the first ray and the anatomy of the forefoot. Surgery for this deformity has advanced considerably in recent years. There are several complications, although the results as a whole are good (85%).

The aim of this study is to review the different surgical complications of hallux valgus surgery and to know what we are facing when this surgery is performed using different techniques.

For this, we performed a bibliographic review in the main national and international databases (dialnet, pubmed, cochrane, medline …) of articles related to this topic published in the last five years. 38 articles were reviewed, of which 20 were valid based on the inclusion / exclusion criteria.

The most frequent surgical complications are recurrences or hypocorrections, hypercorrections (hallux varus), metatarsalgia and other pains caused by the transfer of loads after the surgical operation.

Conclusions: The studied complications must be taken into account and their appearance should be avoided as far as possible. That starts by knowing the complications of each technique, as well as the general and action protocols.

 

KEYWORDS: HALLUX VALGUS, SURGICAL PROCEDURES, COMPLICATIONS, OSTEOTOMY.

Gabriel CamunasGabriel Camunas é Podologista licenciado pela UAX; especialista em Biomecânica e Podologia Desportiva, pela Universidade de Sevilla; e especialista em cirurgia do pé, pela Universidade Complutense de Madrid. É autor de diversas conferências e publicações tanto a nível nacional como internacional. É co-fundador do Centro Médico Vitruvio Biomecânica

 

Descrição de uma nova técnica cirúrgica de mínima incisão com controle ecográfico para o tratamento do neuroma de morton

Description of a new minimum incision surgical technique with echographic control for the treatment of morton’s neuroma

Descripción de nueva técnica quirúrgica de mínima incisión con control ecográfico para el tratamiento del neuroma de morton

 

Camunãs, G. 1, Fernandez-Gibello, A. 2, Márquez, F. 3, Moroni, S. 4, Montes, R. 5

 

 1 Faculty of Health Sciences, Department of Podiatry, University of La Salle, Clinic Vitruvio Biomecánica, Madrid, Spain gabrielcamunas@gmail.com

2 Faculty of Health Sciences, Department of Podiatry, University of La Salle, Clinic Vitruvio Biomecánica, Madrid, Spain alejandrofernandezgibello@gmail.com

3 Clinic Vitruvio Biomecánica, Alcorcón, Spain fjmaba@gmail.com

4 Faculty of Health Sciences At Manresa, Department of Podiatry, Universidad de Vic—Universidad Central de Catalunya (UVic-Ucc), Clinic Vitruvio Biomecánica, BarcelonaMadrid, Spain dott.simone.moroni@gmail.com

5 Clinica Vitruvio Biomecánica, Madrid, Spain rumonsa@gmail.com

 

RESUMO: O principal objetivo do estudo apresentado é verificar a segurança e eficácia da cirurgia de mínima incisão por controle ultrassonográfico para secção do ligamento metatarsal transverso profundo como tratamento cirúrgico no neuroma de Morton. A descrição ultrassonográfica do ligamento intermetatarsal transverso profundo, necessária para a realização da técnica guiada por ultrassom, também foi estabelecida como objetivo secundário.

Material e métodos: No estudo, a técnica cirúrgica foi realizada em 10 pés congelados e posterior dissecção anatómica para verificação dos resultados. A história clínica foi revista para verificar os critérios de seleção, sem cirurgias prévias no pé e sem qualquer procedimento de investigação anterior. Antes de realizar a técnica cirúrgica, foi realizado um estudo ultrassonográfico do 3º espaço para verificar se os espécimes atendiam aos nossos critérios de seleção. A primeira parte do estudo foi realizada nos 10 pés congelados, e efetuada a descrição anatómica do ligamento intermetatarsal transverso profundo. Os pontos de abordagem foram então indicados e a técnica cirúrgica realizada. Em seguida, foi realizada dissecção anatómica para verificar se os resultados da técnica estavam dentro do esperado e se as estruturas adjacentes ao ligamento intermetatarsal transverso profundo haviam sido danificadas.

Resultados: Nos 10 pés de nosso estudo, o ligamento intermetatarsal transverso profundo no terceiro espaço intermetatarsal pôde ser descrito em todos os espécimes. Em relação à técnica cirúrgica, a secção completa do ligamento intermetatarsal transverso profundo foi realizada em todos eles e em nenhum caso houve dano às estruturas vizinhas.

Conclusão: A cirurgia de mínima incisão guiada por ultrassom é realizada de forma segura, rápida, de baixo custo e de fácil reprodutibilidade. Essa técnica pode apresentar resultados promissores em pacientes com diagnóstico de neuroma de Morton, minimiza complicações e deve ser considerada como opção cirúrgica.

 

PALAVRAS CHAVE: NEUROMA DE MORTON, METATARSALGIA, CIRURGIA MINIMAMENTE INVASIVA, CIRURGIA GUIADA POR ULTRASSOM, LIGAMENTO INTERMETATARSAL TRANSVERSO PROFUNDO, ULTRASSOM, CIRURGIA DO PÉ.

 

RESUMEN: El objetivo principal del estudio presentado es comprobar la seguridad y efectividad en la cirugía de mínima incisión mediante control ecográfico para la sección del ligamento metatarsal transverso profundo como tratamiento quirúrgico en el neuroma de Morton. También se estableció como objetivo secundario la descripción ecográfica del ligamento intermetatarsal profundo transverso, necesario para la realización de la técnica ecoguiada.

MATERIAL Y MÉTODOS: En el estudio se realizó la técnica quirúrgica a 10 pies congelados y posterior disección anatómica para verificar resultados. Se revisó historia clínica para comprobar criterios de selección, sin cirugías previas en el pie y sin ningún procedimiento previo de investigación. Antes de realizar la técnica quirúrgica, se realizó estudio ecográfico del 3º espacio para comprobar que los especímenes cumplían nuestros criterios de selección. La primera parte del estudio se realizó en los 10 pies congelados, la descripción anatómica del ligamento intermetatarsal transverso profundo. Seguidamente se señaló los puntos de abordaje y se realizó la técnica quirúrgica. Seguidamente se realizó disección anatómica para verificar los resultados de la técnica eran los esperados y si se habían dañado estructuras colindantes al ligamento intermetatarsal transverso profundo.

RESULTADOS: En los 10 pies de nuestro estudio, se pudo describir en todos los especímenes, el ligamento intermetatarsal profundo transverso en el 3º espacio intermetatarsal. Respecto a la técnica quirúrgica, en todos se realizó la sección completa del ligamento intermetatarsal transverso profundo y en ningún caso se produjeron daños a estructuras colindantes.

CONCLUSIÓN: La cirugía de mínima incisión ecoguiada, se realiza de una manera segura, rápida, de bajo coste y fácil reproductibilidad. Esta técnica puede dar resultados prometedores en pacientes diagnosticados de Neuroma de Morton, minimiza complicaciones y debería considerarse como una opción quirúrgica

 

PALABRAS CLAVE: NEUROMA DE MORTON, METATARSALGIA, CIRUGÍA DE MÍNIMA INVASIÓN, CIRUGÍA ECOGUIADA, LIGAMENTO INTERMETATARSAL PROFUNDO TRANSVERSO, ECOGRAFÍA, CIRUGÍA DEL PIE.

 

ABSTRACT: The main objective of the presented study is to verify the safety and effectiveness of minimally incision surgery by ultrasound control for the section of the deep transverse metatarsal ligament as a surgical treatment in Morton’s neuroma. The ultrasound description of the deep transverse intermetatarsal ligament, necessary for the performance of the ultrasound-guided technique, was also established as a secondary objective.

MATERIAL AND METHODS: In the study, the surgical technique was performed at 10 frozen feet and subsequent anatomical dissection to verify results. Medical history was reviewed to verify selection criteria, without previous surgeries on the foot and without any previous investigation procedure. Before performing the surgical technique, an ultrasound study of the 3rd space was performed to verify that the specimens met our selection criteria. The first part of the study was performed on the 10 frozen feet, and the anatomical description of the deep transverse intermetatarsal ligament. The approach points were then indicated and the surgical technique was performed. Then, an anatomical dissection was performed to verify the results of the technique were as expected and whether structures next to the deep transverse intermetatarsal ligament had been damaged.

RESULTS: In the 10 feet of our study, the deep transverse intermetatarsal ligament in the 3rd intermetatarsal space could be described in all specimens. Regarding the surgical technique, the complete section of the deep transverse intermetatarsal ligament was performed in all of them and in no case was damage to the nearest structures.

CONCLUSION: Ultrasound-guided minimal incision surgery is performed in a safe, fast, low cost and easy reproducibility manner. This technique can give promising results in patients diagnosed with Morton’s neuroma, minimizes complications and should be considered as a surgical option.

 

KEYWORDS: MORTON’S NEUROMA, METATARSALGIA, MINIMALLY INVASIVE SURGERY, ULTRASOUND GUIDED SURGERY, DEEP TRANSVERSE INTERMETATARSAL LIGAMENT, ULTRASOUND, FOOT SURGERY.

Simone MoroniSimone Moroni é Podologista, com Master em Cirurgia Minimamente Invasiva do Pé e Tibiotársica; Especialista em Posturologia e Osteopatia Clínica Integrada; e Especialista em Ecografia do pé e tibiotársica. É docente de diversos cursos e ultrassom e anatomia em Espanha e Itália.

Base anatómica de uma técnica segura minimamente invasiva guiada por ecografia para alongamento da aponeurose gastrocnémica anterior

Anatomical basis of a safe ultrasound guided mini-invasive technique for lengthening of the anterior gastrocnemius aponeurosis

Moroni, S. 1, Fernandez-Gibello, A.2, Camuñas, G. 3, Montes, R.4

1 Faculty of Health Sciences At Manresa, Department of Podiatry, Universidad de Vic—Universidad Central de Catalunya (UVic-Ucc), Clinic Vitruvio Biomecánica, BarcelonaMadrid, Spain dott.simone.moroni@gmail.com

2 Faculty of Health Sciences, Department of Podiatry, University of La Salle, Clinic Vitruvio Biomecánica, Madrid, Spain alejandrofernandezgibello@gmail.com

3 Faculty of Health Sciences, Department of Podiatry, University of La Salle, Clinic Vitruvio Biomecánica, Madrid, Spain gabrielcamunas@gmail.com

4 Clinic Vitruvio Biomecánica, Madrid, Spain rumonsa@gmail.com

 

RESUMO: O próprio procedimento cirúrgico de alongamento da aponeurose do músculo gastrocnémio é realizado para tratar múltiplas patologias musculoesqueléticas, neurológicas e metabólicas relacionadas com uma contratura da unidade gastro-sóleo, como fascite plantar, tendinopatia de Aquiles, metatarsalgia, paralisia cerebral ou ulcerações do pé diabético. Portanto, o objetivo da nossa pesquisa foi provar a eficácia e segurança de uma nova técnica de cirurgia guiada por ultrassom para o alongamento da aponeurose do músculo gastrocnémio anterior, o “GIAR” – técnica: liberação da aponeurose gastrocnémio intramuscular.

Métodos e resultados: Um GIAR cirúrgico guiado por ultrassom em dez espécimes frescos congelados (10 doadores, 8 homens, 2 mulheres, 5 esquerdos e 5 direitos) foi realizado. Os critérios de exclusão dos corpos doados à ciência foram IMC acima de 35 (ecogenicidade ultrassonográfica prejudicada), sinais de traumas na região crural e do tornozelo, história de desordem vascular isquémica no tornozelo ou pé, cirurgia ou lesões de massa ocupando espaço. Os procedimentos cirúrgicos foram realizados por dois podologistas, espcialistas em cirurgia, com mais de 6 anos de experiência em procedimentos guiados por ultrassom. A aponeurose do músculo gastrocnémio anterior foi inteiramente seccionada em 10 de 10 espécimes, com comprimento portal médio de 2 mm (± 1 mm). O ganho médio na ADM da articulação do tornozelo após o GIAR foi de 7,9 ° (± 1,1 °). Nenhum dano de estruturas anatómicas importantes foi encontrado.

Conclusão: Os resultados deste estudo indicam que nossa nova cirurgia guiada por ultrassom para o alongamento da aponeurose do músculo gastrocnémio anterior (GIAR) pode ser um procedimento eficaz e seguro.

 

PALAVRAS-CHAVE: ULTRASSOM, MINIMAMENTE INVASIVO, MÚSCULO GASTROCNÊMIO, APONEUROSE

 

ABSTRACT: The surgical procedure itself of lengthening the gastrocnemius muscle aponeurosis is performed to treat multiple musculoskeletal, neurological and metabolical pathologies related to a gastro-soleus unit contracture such as plantar fasciitis, Achilles tendinopathy, metatarsalgia, cerebral palsy, or diabetic foot ulcerations. Therefore, the aim of our research was to prove the effectiveness and safety of a new ultrasound-guided surgery-technique for the lengthening of the anterior gastrocnemius muscle aponeurosis, the “GIAR”- technique: the gastrocnemius-intramuscular aponeurosis release.

Methods and results: An ultrasound-guided surgical GIAR on ten fresh-frozen specimens (10 donors, 8 male, 2 females, 5 left and 5 right) was performed. Exclusion criteria of the donated bodies to science were BMI above 35 (impaired ultrasound echogenicity), signs of traumas in the ankle and crural region, a history of ankle or foot ischemic vascular disorder, surgery or space- occupying mass lesions. The surgical procedures were performed by two podiatric surgeons with more than 6 years of experience in ultrasound-guided procedures. The anterior gastrocnemius muscle aponeurosis was entirely transected in 10 over 10 specimens, with a mean portal length of 2 mm (± 1 mm). The mean gain at the ankle joint ROM after the GIAR was 7.9° (± 1.1°). No damages of important anatomical structures could be found.

Conclusion: Results of this study indicate that our novel ultrasound-guided surgery for the lengthening of the anterior gastrocnemius muscle aponeurosis (GIAR) might be an effective and safe procedure.

 

KEYWORDS: ULTRASOUND, MINIMALLY INVASIVE, GASTROCNEMIUS MUSCLE, APONEUROSIS

Joaquim GodinhoJoaquim Godinho é Podologista licenciado pela Escola Superior de Saúde do Vale do Sousa e é membro do CIAPP – Centro de Investigação da APP, exerce atividade clínica privada numa das primeiras clinicas de podologia na região do Alentejo.

 

Granuloma Piogénico? A propósito de um caso clínico

Piogenic Granuloma? A Clinic Case

Godinho, J.1

1Podologista, licenciado pela ESSVS do IPSN da CESPU; Podologista da Clínica Affidea Évora – CDI; Podologista da Clinibeja; Membro do Centro de Investigação da APP joaquimgodinho@app.pt; jscgodinho@msn.com

 

RESUMO: Este trabalho foca-se num caso clínico em que se fazia prever que havia sido extraído em consulta de Podologia um granuloma piogénico após uma onicocriptose que perdurou demasiado tempo sem tratamento adequado, mas que após análise do tecido extraído se revelou um carcinoma espinocelular bowenoide. Revela-se também o que se seguiu até a lesão ser solucionada com todo o procedimento e acompanhamento do utente até que chegou à consulta de Oncologia e o que aconteceu após a consulta.

PALAVRAS CHAVE: PODOLOGIA, GRANULOMA PIOGENICO, ONICOCRIPTOSE, CARCINOMA ESPINOCELULAR BOWENOIDE, ONCOLOGIA.

 

ABSTRACT: This study focus on a clinical case in what we extracted in the podiatry appointment what we expected was a pyogenic granuloma due to an ingrown toenail that weren’t treated properly for too long, but after all the analysis of the tissue revealed a bowenoid squamous cell carcinoma. I also explain what happened next until the problem is fixed with all the procedure and follow up of the patient until the oncology appointment and what happened next.

 

KEYWORDS: PODIATRY, PYOGENIC GRANULOMA, INGROWN TOENAIL, BOWENOID SQUAMOUS CELL CARCINOMA, ONCOLOGY,

Francisco Javier Márquez é Podologista com 20 anos de experiência. Fez formação contínua em Podologia Desportiva e Ecografia pela Universidade Europea e sempre esteve focado na biomecânica, o estudo ou análise de como caminhamos. Exerce atividade em Madrid.

 

Tendinopatía do terço médio do tendão de aquiles: a infiltração volumétrica e a hidrodissecação como alternativas Terapêuticas

Tendinopatía del tercio medio del aquiles: la infiltración Volumétrica y la hidrodisección como alternativas Terapeuticas

Middle third achilles tendinopathy: infiltration Volumetric and hydrodisection as Therapeutic alternatives

 

Márquez, F. 1, Moroni, S. 2, Camuñas, G. 3, Fernandez-Gibello, A. 4, Montes, R. 5

 

1 Clinic Vitruvio Biomecánica, Alcorcón, Spain fjmaba@gmail.com

24 Faculty of Health Sciences At Manresa, Department of Podiatry, Universidad de Vic—Universidad Central de Catalunya (UVic-Ucc), Clinic Vitruvio Biomecánica, BarcelonaMadrid, Spain dott.simone.moroni@gmail.com

3 Faculty of Health Sciences, Department of Podiatry, University of La Salle, Clinic Vitruvio Biomecánica, Madrid, Spain gabrielcamunas@gmail.com

4 Faculty of Health Sciences, Department of Podiatry, University of La Salle, Clinic Vitruvio Biomecánica, Madrid, Spain alejandrofernandezgibello@gmail.com

5 Clinica Vitruvio Biomecánica, Madrid, Spain rumonsa@gmail.com

 

RESUMO: O tendão de Aquiles é o tendão mais longo e forte do corpo humano, apresentando um diâmetro de 2,5 cms e um comprimento de 15 cms aproximadamente (1). Não só é importante pela sua grande relevância biomecânica, mas também devido à grande prevalência de lesões, sendo que é o tendão que mais sofre de patologias no membro inferior (20% de todos os tendóes) (1), entre 7-9% de incidência em corredores profissionais (2). A tendinopatia do terço medio do tendão de aquiles é a mais frequente, já que aproximadamente entre 2-5 cm desde a sua inserção se encontra a sua porção mais hipovascular e isto deve-se a duas questões principalmente, da torção das fibras que proporciona uma melhor resistência mecânica e que a vascularização desta zona corresponde à arterio peroneal, que representa menos vasos e uma pior vascularização (1). Os principais factores de risco que causam esta patologia são: ter sofrido uma rutura ou fratura no membro inferior, uso de quinolonas, consumo moderado de álcool, treinos feito em tempo frio, diminuição da força de flexão plantar isocinética, alteração do rockets de marcha, maior deslocamento lateral na fase do antepé, depuração de creatinina menor a 60 ml/min em pacientes transplantados de coração (3), ter uma maior duração dos momentos pronadores e eversores do pé, apresentar uma diminuição da flexão dorsal no tornozelo e maiores ângulos de varismo tibial (4).

Como em qualquer patologia, o mais importante é o diagnostico de que tipo de alteração se está a sofrer e neste caso no tendão, já que nos podemos deparar com uma tendinose, rutura, paratendinite, tendinopatia hipervascular, etc e cada uma precisa de um tratamento mais especifico, com esse fim com o uso da ecografia permite esclarecer em concreto qual o tipo de alteração que tem o nosso paciente com boa fiabilidade (5) (6).

Para o tratamento especifico da tendinopatia hipervascular da porção media do tendão de aquiles, propomos realizar uma infiltração volumétrica ecoguiada (ate desaparecimento em power-doppler da hipervascularização), já que demonstrou ser uma técnica eficaz para reduzir a grossura e a hipervascularização (7) (8) e , uma hidrodissecção (9) do paratendão para reduzir a sensação dolorosa e melhorar a funcionalidade do paciente.

Com esta apresentação forneceremos casos específicos de pacientes estudados com escala VISA-A e com estudo ecografico antes e após e de como realizar a técnica.

 

PALAVRAS CHAVE: TENDÃO DE AQUILES, BIOMECÂNICA, ECOGRAFIA

 

RESUMEN: El tendón de Aquiles es el tendón más largo y fuerte del cuerpo humano, presenta un diámetro de 2,5cm y una longitud de 15 cm aproximadamente (1). No solo es importante por su gran relevancia biomecánica, sino por su gran prevalencia patológica, ya que es el tendón que sufre más patología del membro inferior (20% de todos los tendones) (1), entre un 7-9% de incidencia en corredores profesionales (2). La tendinopatía del tercio medio del aquiles es la más frecuente, ya que aproximadamente entre 2-5 cm desde la inserción del aquiles se encuentra su porción más hipovascular y esto se debe a dos cuestiones principalmente, a una torsión de las fibras que proporciona una mejor resistencia mecánica y a que la vascularización de esta zona corresponde a la arteria peronea, la cual presenta menos vasos y una peor vascularización (1). Los principales factores de riesgo que causan esta patología son: haber sufrido una rotura o fractura del miembro inferior, uso de quinolona, toma moderada de alcohol, entrenar en tiempo frío, disminución de la fuerza a la flexión plantar isocinética, alteración de los rockets en la marcha, mayor desplazamiento lateral en la fase de antepié, aclaramiento de creatinina menor a 60 ml/min en pacientes transplantados de corazón (3), tener una mayor duración de los momentos pronadores o eversores del pie, presentar una disminución de la FD de tobillo y mayores ángulos en tibias varas (4).

Como para cualquier patología, lo más importante es el diagnóstico de que tipo de alteración está sufriendo en este caso nuestro tendón, ya que nos podemos encontrar una tendinosis, rotura, paratenonitis, tendinopatía hipervascular, etc y cada una precisa un tratamiento más específico, para ello el uso de la ecografia nos permite concretar el tipo de alteración que tiene nuestro paciente con una buena fiabilidad (5)(6).

Para el tratamiento en específico de la tendinopatía hipervascular de la porción media del tendón de aquiles, proponemos realizar una infiltración volumétrica ecoguiada (hasta desaparición en power-doppler de la hipervascularización), ya que ha demostrado ser una técnica efectiva en reducir el grosor y la hipervascularización (7)(8) y, una hidrodisección (9) del paratenon para reducir la sensación dolorosa y mejorar la funcionalidad del paciente.

Aportaremos casos específicos de pacientes valorados con escala VISA-A y com reportaje ecográfico de pre-post y de cómo realizar la técnica.

 

PALABRAS CLAVE: TENDÓN DE AQUILES, BIOMECÁNICA, ECOGRAFÍA

 

ABSTRACT: The Achilles tendon is the longest and strongest tendon in the human body, it presents a diameter of 2.5cm and a length of approximately 15cm (1). It is not only important for its great biomechanical relevance, but for its great pathological prevalence, since it is the tendon that suffers the most pathology of the lower limb (20% of all tendons) (1), between 7-9% incidence in professional runners(2). Tendinopathy of the middle third of the achilles is the most frequent, since approximately 2-5 cm from the insertion of the achilles its a very hypovascular portion and this is mainly due to two issues, a twisting of the fibers that provides better mechanical resistance and that the vascularization of this area corresponds to the peroneal artery, which presents fewer vessels and poorer vascularization (1).

The main risk factors that cause this pathology are: having suffered a break or fracture of the lower limb, use of quinolone, moderate intake of alcohol, training in cold weather, decreased plantar flexion isokinetic strength, alteration of rockets in gait, greater lateral displacement in the forefoot phase, creatinine clearance less than 60 ml / min in heart transplant patients (3), having a longer duration of pronation or eversion moments of the foot, present a decrease in ankle dorsiflexion and greater angles in varus of the tibia (4) As for any pathology, the most important thing is the diagnosis of what type of alteration is suffering in this case the tendon, since we can find a tendinosis, tear, paratendonitis, hypervascular tendinopathy, etc. and each one requires a more specific treatment, for this the use of ultrasound allows us to specify the type of alteration that our patient has with good reliability (5) (6).

For the specific treatment of hypervascular tendinopathy of the medial portion of the achilles tendon, we propose to perform a volumetric infiltration ultrasound-guided (until disappearance of hypervascularization on power-doppler), since which has been shown to be an effective technique in reducing thickness and hypervascularization (7) (8) and, a hydrodissection (9) of the paratendon to reduce the painful sensation and improve the functionality of the patient.

With this presentation we will provide specific cases of patients assessed with the VISA-A scale and with pre-post ultrasound report and how to perform the technique.

 

KEYWORDS: ACHILLES TENDON, BIOMECHANICS, ULTRASOUND.

Kevin KirbyKevin Kirby é Podiatra nos EUA licenciado pelo Colégio de Medicina Podiátrica da California em 1983 e completou o primeiro ano de residência em cirurgia no hospital de administração de veteranos em Palo Alto, California. E no segundo ano realizou um internato em Biomecânica Podiátrica no CCPM onde conclui o seu mestrado. Dr. Kirby é autor e co-autor de 28 artigos de revisão científica, é autor e co-autor de seis capítulos de livros, e autor de 4 livros de biomecânica e tratamentos com ortóteses. Tem desenvolvido diversas investigações na área da Biomecânica Podiátrica, inventou testes e instrumentos de testagem e avaliação do pé e lecionou internacionalmente em 8 países por 44 vezes em diferentes ocasiões. Dr. Kirby é membro do quadro editorial do JAPMA e um revisor de diversas revistas científicas de pé e tornozelo. É professor adjunto na escola de Medicina Podiátrica e tem atividade clínica a tempo inteiro em Sacramento, California.

 

O sistema de transferência de cargas do arco longitudinal do pé humano

The Longitudinal Arch Load-Sharing System of the Human Foot

Kirby, K. 1

1 Podiatra e Mestre em Biomecânica pelo Colégio de Medicina Podiátrica da California; Editor da JAPMA kevinakirby@comcast.net

 

RESUMO: O arco longitudinal do pé humano é uma estrutura mecânica complexa que deve ser complacente em superfícies irregulares e também ter rigidez suficiente para permitir que o pé seja um órgão propulsor eficiente durante a caminhada e a marcha. Para servir a essas funções, o arco longitudinal tem um sistema exclusivo de compartilhamento de carga de quatro camadas que consiste na fáscia plantar, músculos intrínsecos plantares, músculos extrínsecos do arco plantar e ligamentos plantares. Essas quatro camadas de elementos de suporte de carga de tensão, trabalhando em conjunto com os elementos ósseos que servem como a estrutura do arco longitudinal, trabalham sinergicamente para aumentar a rigidez do arco longitudinal durante as atividades de suporte de peso. Os elementos de carga de tensão passiva deste sistema de compartilhamento de carga, a fáscia plantar e os ligamentos plantares, não estão sob controle direto do sistema nervoso central e, portanto, servem para enrijecer o arco longitudinal com um mecanismo de enrijecimento automático que se baseia na tensão do tendão de Aquiles e carregamento plantar do antepé. Os elementos ativos de suporte de carga de tensão, os músculos plantares intrínsecos e extrínsecos plantares, estão sob controle direto do sistema nervoso central e servem para aumentar ou diminuir a rigidez dos arcos longitudinais medial e lateral, dependendo do tipo e intensidade da atividade de suporte de peso predominante de o indivíduo. Juntos, os elementos do sistema de compartilhamento de carga do arco longitudinal garantem que a função de suporte de peso adequada do arco longitudinal, do pé e da extremidade inferior ainda possa ocorrer, mesmo quando uma falha de um desses elementos de suporte de carga de tensão ocorre devido a uma lesão.

 

PALAVRAS CHAVE: ARCO LONGITUDINAL; PÉ; TRANSFERENCIA DE CARGA; RIGIDEZ; PODIATRIA

 

ABSTRACT: The longitudinal arch of the human foot is a complex mechanical structure that must be compliant on uneven surfaces and also have sufficient stiffness to allow the foot to be an efficient propulsive organ during walking and running gait. To serve these functions, the longitudinal arch has a unique four-layer load-sharing system consisting of the plantar fascia, plantar intrinsic muscles, plantar arch extrinsic muscles and plantar ligaments. These four layers of tension load-bearing elements, working together with the osseous elements which serve as the framework of the longitudinal arch, work synergistically to increase longitudinal arch stiffness during weightbearing activities. The passive tension load-bearing elements of this load-sharing system, the plantar fascia and plantar ligaments, are not under direct central nervous system control and thus serve to stiffen the longitudinal arch with an automatic stiffening mechanism that is based on Achilles tendon tension and plantar forefoot loading. The active tension load- bearing elements, the plantar intrinsic and plantar extrinsic muscles, are under direct central nervous system control and serve to increase or decrease the stiffness of the medial and lateral longitudinal arches depending on the type and intensity of the prevailing weightbearing activity of the individual. Together, the elements of the longitudinal arch load-sharing system ensure that proper weightbearing function of the longitudinal arch, and the foot and lower extremity, can still occur even when a failure of one of these tension load-bearing elements occurs due to injury.

 

KEYWORDS: LONGITUDINAL ARCH; FOOT; LOAD-SHARING; STIFFNESS; PODIATRY

Richard BlakeRichard Blake é Podiatra com 41 anos de experiência, completou sua educação médica no California College of Podiatric Medicine, bem como uma residência de um ano em Podiatria médico-cirúrgica e de dois anos em biomecânica das extremidades inferiores, é Mestre em Biomecânica e inventou a Técnica de Ortótese Invertida, usada e reconhecida internacionalmente. É professor no California College of Podiatric Medicine.

 

35 anos da técnica de Blake de ortótese invertida

35 years of the Blake Inverted orthotic technique

Blake, R.1

1 Podiatra; Mestre em Biomecânica Podiátrica pelo California College of Podiatric Medicine, Professor de Medicina Desportiva no California College of Podiatric Medicine rlb756@gmail.com

 

RESUMO: O objetivo desta conferência é uma introdução à técnica, critérios para o processo de seleção de pacientes, exemplos de sua utilização e componentes importantes. O método básico passa pela moldagem por moldagem ou digitalização digital, calcanhar então invertido para correção, inversão do calcanhar baseada na posição relaxada do calcanhar ou severidade da pronação e o preenchimento do arco traz o antepé de volta à superfície de apoio. O uso desta técnica em pés pronados de crianças, pés planos adquiridos em adultos, corredores, mau alinhamento do genu varo e correções temporárias para vários problemas.

 

PALAVRAS CHAVE: INVERTIDA, ORTÓTESES, BIOMECÂNICA, PODIATRIA, CORREDORES, PÉS PLANOS, PRONAÇÃO

 

ABSTRACT: The objective of this conference is an introduction to the technique, criteria for the patient selection process, examples of its utilization, and important components. The basic method passes by the impression casting or digital scan, heel then inverted for correction, heel inversion based on relaxed heel position or severity of pronation, and arch fill brings the forefoot back to the supporting surface. The uses of this technique in children’s pronated feet, adult acquired flat feet, runners, genu varum malignment, and temporary over corrections for various problems.

 

KEYWORDS: INVERTED, ORTHOSES, BIOMECHANICS, PODIATRY, RUNNERS, FLATFEET, PRONATION

Marta CarvalhoLicenciada em Podologia desde 2007, concluiu a pós-graduação em reabilitação no desporto em 2010. Em 2020 concluiu a licenciatura em fisioterapia. Exerce podologia em espaço próprio, lares e em diversas clínicas.

 

Ortóteses Plantares no Tratamento da Marcha em Pontas – uma scope review sobre a sua influência em crianças e jovens saudáveis

Foot Orthosis in Toe Walking Treatment – a scope review about it’s influence in children and young adults

Carvalho, M. 1,2, Pinho, F.3, Pinho, L. 4 e Avidos, L. 5

1 Podologista licenciada pela Escola Superior de saúde do Vale do Ave do IPSN da CESPU

 2Aluna do 4º ano do curso de licenciatura em Fisioterapia do IPSN; martacarvalho55@hotmail.com

2 Professor Adjunto Convidado do Curso de Licenciatura em Fisioterapia, Doutorado

4 Professor Adjunto Convidado do Curso de Licenciatura em Fisioterapia, Mestre

5 Professora Coordenadora ESSVA-CESPU; Doutorada pela Universidade de Vigo; Coordenadora do Curso de Mestrado em Podiatria Clínica na CESPU e Professora no Curso de Máster em Podologia Infantil da Universidade de Barcelona; Investigadora do CIAPP e IINFACTS-CESPU; liliavidos@gmail.com

 

RESUMO: Introdução: a marcha em pontas é definida por Michalitsis, Murphy, Rawicki, Haines, & Williams (2019) como uma marcha sem contacto do calcanhar ao solo e de causa desconhecida, sendo por isso um diagnóstico de realização apenas possível por exclusão de outras condições. Surge em 5% das crianças com mais de 3 anos. Em 70% dos casos, tem remissão espontânea, sem necessidade de tratamento. Objetivo: identificar a influência da utilização das ortóteses plantares, em crianças e jovens saudáveis, com marcha em pontas. Metodologia: o estudo foi estruturado de acordo com as guidelines preferred reporting items for systematic reviews and meta-analyses extension for scoping reviews (prisma-scr), considerando a estratégia população, conceito e contexto, nas bases de dados pubmed®, pedro e science direct. Foram incluídos artigos publicados entre 1 janeiro de 2000 e 29 de junho de 2020. Os idiomas considerados foram o português, o inglês, o francês e o espanhol, sem restrição de área geográfica. Excluíram-se as revisões sistemáticas e meta-análises, como anais de conferências, teses e relatórios técnicos. A população-alvo foram crianças com mais de 3 anos de idade. As características gerais extraídas das unidades de análise foram registadas numa tabela de resultados. Resultados: foram considerados 5 artigos para análise final, em que todos os artigos obtiveram melhoria global no ciclo da marcha com o uso das ortóteses (n=5). Foi igualmente referido um aumento no contacto do calcanhar (n=3), um aumento na fase de apoio e duplo apoio (n=1), uma diminuição na fase oscilante (n=1) e o uso de calçado com ortótese aumenta o contacto ao solo e diminui o tempo do passo, permitindo uma marcha mais estável, comparativamente a uma marcha só com o calçado (n=1). Os parâmetros cinemáticos foram recolhidos através de adafruit® e acelerómetro (n=1), gaitrite® (n=3) e através da análise da marcha em 3d (n=1). Conclusão: a utilização de ortóteses plantares são sugeridas como um tratamento eficaz da marcha em pontas, principalmente no seu efeito positivo na fase de contato do calcanhar ao solo.

 

PALAVRAS CHAVE: MARCHA EM PONTAS IDIOPÁTICA, CRIANÇAS, FLEXÃO PLANTAR, ORTÓTESES PLANTARES

 

ABSTRACT: Introduction: Toe walking is defined by Michalitsis, Murphy, Rawicki, Haines & Williams (2019) as an absence of heel strike during the walk with unknown cause, that is why performance diagnosis only possible by exclusing anothers pathologies. Appear in children older than 3 years. In 70% of the cases, no need for treatment, havingspontaneous remission. Objective: identify wich foot orthosis influence is, in healthy children and young adult, with toe walking. Methodology: guidelines preferred reporting items for systematic reviews and meta-analyses extension for scoping reviews (PRISMA-SCR) guidelines were followed for the preparation of this study using the acronym population, concept and context, in PUBMEDÒ , PEDRO and SCIENCE DIRECT. Studies developed between january the 1st 2000 and june the 29th 2020 were included. Portuguese, english, french and spainish with no restriction of geographic area were also included. Systematic reviews, meta-analyzes, conference proceedings, theses and technical reports were excluded. Target population were children older that 3 years. General features extracted from the units of analysis were recorded in a data table. Results: to the final analysis 5 articles were considered. All articles had an global improvement in gait cylce wearing foot orthosis (n=5). It was also referred an increase on heel strike (n=3), an increase in the stance and double support phase (n=1), an decrease in the swing phase (n=1) and it was also mentioned that the use of shoe and orthosis increase de heel strike and decrease stride width, allowing a more stable gait, when we compare it to gait only wearing shoe (n=1). The kinematics parameters were collected using ADAFRUIT® and accelerometer (n=1), GAITRITE® (n=3) and using 3D gait analysis (n=1). Conclusion: the use of plantar orthoses is suggested as an effective treatment of toe walking, mainly in its positive effect in the phase of heel strike to the ground.

 

KEYWORDS: IDIOPATHIC TOE WALKING, CHILDREN, PLANTAR FLEXION, FOOT ORTHOSIS

Joel-PereiraJoel Pereira é Podologista licenciado pela Escola Superior de Saúde do Vale do Sousa, é Podologista da Unidade de Pé Diabético do Centro Hospitalar do Porto

 

Terapia Larval no tratamento de úlceras no pé diabético

Larval therapy in the treatment of diabetic foot ulcers

Pereira, J.1

1 Podologista, Licenciado Pela ESSVS, Podologista Da Unidade De Pé Diabético Do CHP joel_guarda@hotmail.com

 

RESUMO: A terapia larval também conhecida como terapia de desbridamento por larvas é um tipo de bioterapia que consiste na aplicação de larvas estéreis e vivas de moscas necrófagas criadas em laboratórios, em tecidos humanos com lesão, visando limpar seletivamente o tecido necrótico da lesão.

Este tratamento auxilia no processo de cicatrização de feridas, eliminando o tecido desvitalizado e é bastante vantajoso no tratamento de determinadas úlceras do pé diabético. Outra das vantagens da terapia larval é o facto de as larvas inibirem o crescimento de microrganismos patogênicos no leito da ferida, devido às substâncias bactericidas por elas segregadas.

 

PALAVRAS CHAVE:  PODIATRIA, BIOTERAPIA, DIABÉTICO, ÚLCERAS, PÉ

 

ABSTRACT: Larval therapy, also known as larval debridement therapy, is a type of biotherapy that consists of applying sterile and live larvae of necrophagous flies created in laboratories to injured human tissues, in order to selectively clean the lesion’s necrotic tissue.

This treatment assists in the healing process of wounds, eliminating devitalized tissue and is quite advantageous in the treatment of certain diabetic foot ulcers.

Another advantage of larval therapy is that the larvae inhibit the growth of pathogenic microorganisms in the wound bed, due to the bactericidal substances they secrete.

 

KEY WORDS: PODIATRY, BIOTHERAPY, DIABETIC, WOUND, FOOT

Liliana AvidosLiliana Avidos licenciou-se em podologia em 2001, em 2006 concluiu o Diploma de Estudos Avançados em Geriatria. Em 2009 concluiu doutoramento em “Envelhecimento e sua Fisiopatologia” com tese na área da biomecânica do pé do idoso, pela Faculdade de Ciências da Universidade de Vigo. Em 2012 concluí o grau de especialista em podologia pelo Instituto Politécnico de Saúde do Norte (IPSN). Desde 2002 desempenha também atividade clínica como Podologista nas clínicas “Nova Saúde” e “Podoantas”. É professora coordenadora no Instituto Politécnico de Saúde do Norte, no curso de Licenciatura em Podologia e de Mestrado em Podiatria do Exercício Físico e do Desporto. É também coordenadora do Departamento de Formação da Associação Portuguesa de Podologia.

Perfil bacteriologico das úlceras no pé diabético em diferentes estadios de evolução

Bacteriological profile of diabetic foot ulcers at different stages of evolution

Avidos, L. M. 1 e Nunes, F. M. 2

1Podologista, Professor Adjunto Principal – Departamento de Ciências da Saúde do Instituto Politécnico de Saúde do Norte. Escola Superior de Saúde do Vale do Ave, Rua António Vidal nº81, 4760-409 V. N. Famalicão – Portugal Research Group for Artificial Intelligence and The Health CESPU, Instituto Universitário de Ciências da Saúde.-Portugal liliana.avidos@ipsn.cespu.pt

2Podologista, Master em Podologia Cirúrgica da Universidade de Barcelona

 

RESUMO: Introdução: A Diabetes Mellitus (DM) é uma das doenças que mais prevalentes em todo o mundo e a infeção no pé é uma das suas principais complicações. Objetivos: Identificar quais as bactérias isoladas das úlceras neuropáticas do pé em diferentes estadios da DM. Relacionar a profundidade da lesão com a flora concomitante, avaliar a prevalência de infeção segundo a localização e estadios de evolução da DM e relacionar a localização da úlcera com a sua flora concomitante. Materiais e Métodos: Estudo observacional descritivo transversal e correlacional. Os dados foram registados numa grelha e recolhidos de 90 processos clínicos subdivididos em três grupos, 30 relativos a indivíduos com diagnóstico de DM<de 10 anos, 30 relativos a indivíduos com DM entre 10 e 15 anos e 30 relativos a indivíduos com DM há mais de 20 anos.

Resultados/Conclusões: As bactérias Methicillin-Sensitive Staphylococcus Aureus (MSSA) foram mais frequentes em todos os estadios da DM e o Enterococcus faecalis foi predominante nos estadios entre 10 e 15 e >20 anos de DM, no grau 2 de profundidade. No grau 3 de profundidade destacou-se o Methicillin-Resistant Staphylococcus Aureus (MRSA) e o Proteus spp. A úlcera nos estadios de <10 e entre 10 e 15 de DM foi sobretudo na zona plantar do 1º Metatarso (Mtt) e nos estadios de >20 foi na zona plantar do 5º Mtt e nos dedos. O Hallux foi mais afetado no estadio <10 anos de DM.

 

PALAVRAS CHAVE: DIABETES MELLITUS, ÚLCERAS NEUROPÁTICAS, INFEÇÃO, ANTIBIOTERAPIA

 

ABSTRACT: Introduction: Diabetes Mellitus (DM) is one of the most prevalent diseases worldwide and a foot infection is one of the main complications. Objectives: Identify which substances are isolated from neuropathic foot ulcers in the different states of DM. Relate the depth of the lesion with the concomitant flora, assess the prevalence of infection according to the location in the different stages of DM and relate the location of the ulcer with the flora. Materials and methods: Cross-sectional and correlational observational study. Data were recorded in a grid and collected from 90 clinical files subdivided into three groups, 30 related to DM with a diagnosis <10 years, 30 related to DM between 10 and 15 years and 30 with more than 20 years of DM.

Results/ Conclusions: As Methicillin-sensitive Staphylococcus Aureus bacteria (MSSA) were more frequent in all stages of DM evolution and Enterococcus faecalis, they were predominant in the stages between 10 and 15 and> 20 years of DM, without grade 2 of depth. Highlighted depth level 3, Methicillin resistant Staphylococcus Aureus (MRSA) and Proteus spp. The ulcers in stages <10 and between 10 and 15 of DM were mainly in the plantar zone of the 1st Metatarsus (Mtt) and in the stages of> 20 they were in the plantar zone of the 5th Mtt and in the fingers. Hallux was most affected at the stage <10 years of DM.

KEYWORDS: DIABETES MELLITUS, NEUROPATHIC ULCERS, INFECTION, ANTIBIOTICS.

Gerardo Ruales SuárezGerardo Ruales Suárez é formado em Odontologia pela Universidade de Barcelona, possui mestrado em Posturologia e Podoposturologia pela Universidade de Barcelona e outro mestrado em Neurociências e Biologia Comportamental. Ele também completou um programa de pós-doutorado em Oclusão e Reabilitação na Universidade de Viena. É professor no Departamento de Odontologia da Universidade Internacional da Catalunha e atualmente é diretor e dentista do Neurodental Group.

 

O vento, os hioids e os astrágalos

El viento, el hioides y los astrágalos

The wind, the hioids and the astragalus

Suárez, G. R. 1

1 Dentista, Protésico dentário, Posturologista pela Universidade de Barcelona, Douturado em Oclusão e Reabilitação pela Universidade de Viena; Diretor Clinico do Grupo Neurodental  rualesclinicadental@gmail.com

 

RESUMO: Introdução: A posição no espaço do tálus é o principal sinal para a colocação dos outros ossos dos pés. A posição no espaço do osso hióide é essencial no processo de deglutição. Em pé, o ser humano oscila na articulação tíbio-fibular-talar, por meio de um movimento oscilatório reflexo do controle extrapiramidal. Um ser humano em condições fisiológicas realiza entre 1.800 e 2.500 deglutições diárias. O objetivo é encontrar a relação entre a deglutição e a posição do tálus na posição de pé.

Materiais e métodos: Foi feita uma estrutura de vinil de 25 x 50 cm, na qual foram distribuídas as pegadas de dois pés em uma posição divergente de 30 graus e separadas entre os calcanhares por 5 cm equidistantes da linha média. Foram feitas três faixas, na posição 1 (um) ou central, sem anexos. Na posição dois (2), duas cunhas externas foram coladas. Na posição três (3), duas cunhas internas foram coladas. As cunhas utilizadas foram do tipo varo-valgo bilateral, 8 mm de espessura, 1,25 / 0,95 g / cm2.70 / 75 30-35o Shore A da empresa Flexor. Um alvo visual móvel estava disponível para colocar no nível da posição do olhar.

As seguintes instruções foram dadas a cada participante:

  • Sem sapatos, localize o alvo visual e coloque os pés na pegada da posição 1 e engula a saliva
  • Sem se mover e ainda olhando para o alvo visual, levante o queixo e engula a
  • Sem se mover e ainda olhando para o alvo visual, abaixe o queixo e engula a saliva
  • Mova os pés e adote a mudança de posição forçada feita pelas cunhas externas (posição 2), localize o alvo visual e repita as três primeiras indicações.
  • Mova os pés e adote a mudança forçada da posição feita pelas cunhas internas (posição 3), localize o alvo visual e repita as três primeiras indicações.
  • Digitalize o código QR e preencha a pesquisa. As seguintes perguntas foram feitas na pesquisa:
  • É homem ou mulher?
  • Sua faixa etária é: Abaixo dos 20, de 20 a 30, de 30 a 40, de 40 a 50, de 50 a 60, acima de
  • Movi meu pescoço e me senti diferente ao engolir: Sim. Não. Não sei / não senti
  • Movi meus pés para a posição 2 e me senti diferente ao engolir: Não. Não sei / não senti nada
  • Movi meus pés para a posição 3 e me senti diferente ao engolir: Não. Não sei / não senti nada
  • Me senti diferente nas duas posições: sim. Não
  • Acredito que qualquer alteração na posição dos pés afeta a deglutição: Sim. Não não sei. Resultados: 98 participantes, todos podologistas, no 50º Congresso de Podologia, realizado na cidade de Santander em outubro de 2019, realizaram o teste e responderam à pesquisa. Os resultados obtidos foram tão relevantes e estatisticamente significantes que foi decidido expandir a amostra para corroborar os

Conclusão: A mudança de posição no espaço do tálus por meio de uma cunha em pé realiza um movimento (varo ou valgo) do pé e cria nessa nova posição uma sensação nova ou diferente ao engolir. O estudo permite criar uma linha de pesquisa a esse respeito.

 

PALAVRAS-CHAVE: DEGLUTIÇÃO, CONTROLE POSTURAL, ASTRÁGALO, HIÓIDE, VARO, VALGO.

 

RESUMEN Introducción: La posición en el espacio de los astrágalos es el signo clave para la colocación de los demás huesos de los pies. La posición en el espacio del hueso hioides es fundamental en el proceso de deglución. En bipedestación el ser humano oscila sobre la articulación tibio- peroneo-astragalina mediante un movimiento oscilatorio reflejo de control extrapiramidal. Un ser humano en condiciones fisiológicas realiza entre 1800 y 2500 degluciones diarias. Se pretende encontrar la relación entre la deglución y la posición de los astrágalos en bipedestación.

Materiales y métodos: Se confeccionó una estructura en vinilo de 25 x 50 cm, en la cual se distribuyeron las huellas de dos pies separados en posición divergente de 30 grados y separados entre los talones en 5 cm equidistantes a la línea media. Se realizaron tres huellas, en la posición uno (1) o central sin ningún aditamento. A la posición dos (2) se le pegaron dos cuñas externas. A la posición tres (3) se le pegaron dos cuñas internas. Las cuñas utilizadas fueron tipo varo-valgo bilateral de 8mm de espesor, 1,25/0,95 g/cm2,70/75 30-35o Shore A de la casa Flexor. Se dispuso de una diana visual móvil para colocar a la altura de la posición de mirada.

Se le dieron las siguientes instrucciones a cada participante:

  • Sin zapatos ubique la diana visual y coloque sus pies en la huella de la posición 1 y trague la saliva
  • Sin moverse y sin dejar de mirar la diana visual, levante el mentón y trague la
  • Sin moverse y sin dejar de mirar la diana visual, descienda el mentón y trague la saliva
  • Desplace sus pies y adopte el cambio de posición forzada que realizan las cuñas externas (posición 2), ubique la diana visual y repita las tres primeras
  • Desplace sus pies y adopte el cambio de posición forzada que realizan las cuñas internas (posición 3), ubique la diana visual y repita las tres primeras
  • Escanee el código QR y rellene la encuesta. En la encuesta se realizaron las siguientes preguntas:
  • Es usted hombre o mujer
  • Su rango de edad es: Menor de 20, de 20 a 30, de 30 a 40, de 40 a 50, de 50 a 60, mayor de
  • Moví el cuello y sentí diferente al deglutir: Si. No. No lo sé /No sentí nada.
  • Moví los pies a la posición 2 y sentí diferente al deglutir: No. No lo sé/ No sentí nada
  • Moví los pies a la posición 3 y sentí diferente al deglutir: No. No lo sé/ No sentí nada
  • Sentí diferente en las dos posiciones: Si. No.
  • Creo que cualquier cambio en la posición de los pies afecta a la deglución: Si. No. No lo sé.

Resultados: 98 participantes, todos podólogos, en el 50º congreso de Podología celebrado en la ciudad de Santander en octubre del 2019, realizaron el test y contestaron la encuesta. Los resultados obtenidos fueron tan relevantes y estadísticamente significativos que se decidió ampliar la muestra para poder corroborar los datos.

Conclusión: El cambio de posición en el espacio de los astrágalos mediante una cuña en bipedestación realiza un movimiento (varo o valgo) del pie y crea en esa nueva posición una sensación nueva o diferente al deglutir. El estudio permite crear una línea de investigación en este sentido.

 

PALABRAS CLAVE: DEGLUCIÓN, CONTROL POSTURAL, ASTRÁGALO, HIOIDES, VARO,VALGO.

 

ABSTRACT: Introduction: The position in space of the talus is the key sign for the placement of the other bones of the feet. The position in the space of the hyoid bone is essential in the swallowing process. In standing the human being oscillates on the tibio-fibular-talar joint by means of a reflex oscillatory movement of extrapyramidal control. A human being under physiological conditions performs between 1,800 and 2,500 swallows daily. The aim is to find the relationship between swallowing and the position of the talus in standing position.

Materials and methods: A 25 x 50 cm vinyl structure was made, in which the footprints of two feet separated in a 30-degree divergent position and separated between the heels by 5 cm equidistant from the midline were distributed. Three tracks were made, in position one (1) or central without any attachments. At position two (2) two external wedges were glued. At position three (3) two internal wedges were glued. The wedges used were bilateral varus-valgus type, 8mm thick, 1.25 / 0.95 g / cm2.70 / 75 30-35o Shore A from the Flexor company. A mobile visual target was available to place at the level of the gaze position.

The following instructions were given to each participant:

  • Without shoes locate the visual target and place your feet on the footprint of position 1 and swallow the saliva
  • Without moving and still looking at the visual target, raise your chin and swallow the saliva.
  • Without moving and still looking at the visual target, lower the chin and swallow the saliva
  • Move your feet and adopt the forced position change made by the external wedges (position 2), locate the visual target and repeat the first three indications.
  • Move your feet and adopt the forced position change made by the internal wedges (position 3), locate the visual target and repeat the first three indications.
  • Scan the QR code and fill out the survey. The following questions were asked in the survey:
  • Are you male or female?
  • Your age range is: Under 20, from 20 to 30, from 30 to 40, from 40 to 50, from 50 to 60, over 60.
  • I moved my neck and felt different when swallowing: Yes. No. I don’t know / I didn’t feel anything.
  • I moved my feet to position 2 and felt different when swallowing: Yes. No. I don’t know / I didn’t feel anything
  • I moved my feet to position 3 and felt different when swallowing: Yes. No. I don’t know / I didn’t feel anything
  • I felt differently in the two positions: Yes. Do not.
  • I believe that any change in the position of the feet affects swallowing: Yes. No, I do not know.

Results: 98 participants, all podiatrists, at the 50th Podiatry Congress held in the city of Santander in October 2019, carried out the test and answered the survey. The results obtained were so relevant and statistically significant that it was decided to expand the sample in order to corroborate the data.

Conclusion: The change of position in the space of the talus by means of a standing wedge performs a movement (varus or valgus) of the foot and creates in this new position a new or different sensation when swallowing. The study allows creating a line of research in this regard.

 

KEYWORDS: SWALLOWING, POSTURAL CONTROL, ASTRAGALUS, HYOID, VARUS, VALGUS.

Claúdia-Ferreira

Claúdia Ferreira é Podologista licenciada pela ESSVA, Mestre em Podiatria Clínica e Mestre em Podiatria do Exercício Físico e do Desporto pela ESSVA do IPSN da CESPU e diretora Clínica da Podocelos – Centro Clinico de Podologia.

 

Alterações Posturodinâmicas e a postura do pé

Posturodynamic changes and foot posture

Ferreira, C.1, Oliveira, F.M.2

1 Podologista. Mestre em Podiatria Clínica e Mestre em Podiatria do Exercício Físico e do Desporto; Diretora clínica da Podocelos – Centro Clínico de Podologia cf.podologia@gmail.com

2 Podologista, Coordenador do Centro de Investigação da Associação Portuguesa de Podologia (CIAPP); Mestre em Psicologia da Dor pelo IPSN, Doutor em Engenharia Biomédica pela FEUP; CESPU, Instituto de Investigação e Formação Avançada em Ciências da Saúde e Tecnologias. fmiguel.oliveira@ipsn.cespu.pt 

 

RESUMO: Sendo que, a postura corporal pode ser definida como o alinhamento do tronco e da cabeça em relação à gravidade, ao ponto de apoio, ao campo de visão e às referências internas. Logo, a postura corporal é um momento estático com períodos de oscilação muito limitados, enquanto, o equilíbrio corporal é um momento dinâmico que pode ser mantido, mesmo que ocorra uma oscilação maior ou menor do corpo (Marchena-Rodríguez et al., 2018). A Postura é definida como a postura geral das articulações no corpo em um determinado momento, enquanto o alinhamento postural estático é o posicionamento relativo de vários segmentos do corpo e articulações (Marchena-Rodríguez et al., 2018). Os testes posturodinâmicos permitem retomar e aplicar clinicamente os conhecimentos da cinemática espinhal do homem em pé. Segundo Villeneuve, os testes posturodinâmicos permitem determinar disfunções posturais, orientando e verificando o impacto dos tratamentos Podológicos com ortóteses plantares sobre a postura dos pacientes, uma vez que são testes clínicos posturocinéticos reprodutíveis (Philippe Villeneuve et al., 2007a).

Com base nestes conhecimentos foi realizado um estudo tendo como principal objetivo, verificar se existe alguma relação das Alterações Posturodinâmicas e a Postura do Pé em atletas praticantes de Futebol profissional. Pretendeu-se entender se a postura do pé em estática segundo as normas de avaliação do FPI-6 tem relação com o comportamento do corpo através dos Testes Posturodinâmicos.

Conclui-se que as alterações posturodinâmicas mais frequentes nos atletas praticantes de futebol são as alterações posturodinâmicas lateralizadas e que os testes posturodinâmicos não têm uma dependência significativa com a classificação dos critérios de avaliação do FPI-6, ou seja, não se observaram relações significativas das Alterações Posturodinâmicas com a Postura do Pé.

 

PALAVRAS CHAVE: PODOLOGIA; POSTUROLOGIA; POSTURODINÂMICA; PÉ; INDICE DE POSTURA DO PÉ

 

ABSTRACT: Since, the body posture can be defined as the alignment of the trunk and head in relation to gravity, the support point, the field of vision and the internal references. Therefore, body posture is a static moment with very limited periods of oscillation, while body balance is a dynamic moment that can be maintained, even if a greater or lesser oscillation of the body occurs (Marchena-Rodríguez et al., 2018). Posture is defined as the general posture of joints in the body at a given time, while static postural alignment is the relative positioning of various body segments and joints (Marchena- Rodríguez et al., 2018). The posturodynamic tests allow to resume and apply clinically the knowledge of the spinal kinematics of the standing man. According to Villeneuve, posturodynamic tests allow to determine postural dysfunctions, guiding and verifying the impact of foot treatments with plantar orthoses on patients & posture, since they are reproducible posture kinetic clinical tests (Philippe Villeneuve et al., 2007a).

Based on this knowledge, a study was carried out with the main objective, check if there is any relationship between Posturodynamic Alterations and Foot Posture in professional soccer players. We aimed to understand the if foot posture in static according to the FPI-6 (Foot Posture Index) are related whit the assessment of standards body behaviour through Posturodynamic Tests.

We conclude that the most frequent posturodynamic changes in athlete’s soccer players are lateralized posturodynamic changes and that the posturodynamic tests do not have a significant dependence on the classification of the evaluation criteria of the FPI-6, that is, there were no significant relationships between the Posturodynamic Changes and the Foot Posture.

 

KEYWORDS: PODIATRY; POSTUROLOGY; POSTURODYNAMICS; FOOT; FOOT POSTURE INDEX

Helder-NevesHelder Neves é licenciado em podologia pela ESSVS, Podologista do Sport Lisboa e Benfica, destaca-se a sua formação nas áreas das Podoposturologia e Cirurgia Ungueal. Tem desenvolvido a sua prática clínica na área desportiva em várias modalidades

 

Caso clínico: Fasciite plantar em ambiente desportivo

Clinical case: plantar fasciitis in a sports environment

Neves, H.1

1 Podologista; Licenciado pela ESSVS do IPSN da CESPU, Podologista do Sport Lisboa e Benfica

 

RESUMO: A Fasciite Plantar é uma patologia muito conhecida, em que a sua dor limita a pessoa quer no seu dia a dia, quer na sua prática desportiva podendo mesmo ser incapacitante. Este caso clínico relata um tratamento realizado a um atleta de futebol, com queixas de Fasciite Plantar com mais de 6 meses de evolução, em que como consequência da sua marcha para se defender da dor, provocou novas lesões. O tratamento foi baseado na personalização de Suportes Plantares.

PALAVRAS CHAVE: PODOLOGIA, BIOMECÂNICA, FASCEÍTE PLANTAR, DESPORTO, FUTEBOL

 

Abstract: Plantar Fasciitis is a well-known pathology, in which its pain limits the person both in his daily life and in his sports practice and may even incapacitate. This clinical case reports a treatment performed on a soccer player, with complaints of Plant Fasciitis for more than 6 months, in which as a consequence of his gait to protect himself from pain, caused new injuries. The treatment was based on the customization of insoles.

KEYWORDS: PODIATRY, BIOMECHANICS, PLANTAR FASCIITIS, SPORT, FOOTBALL

Filipa-MachadoFilipa Machado é Podologista, licenciada e Mestre em Podiatria do Exercício Físico e do Desporto pela ESSVA do IPSN da CESPU, tem desenvolvido a sua formação na área da Biomecânica e Mobilização Funcional do Pé.

 

Relação entre a estabilidade do hállux na posição ortostática e a posição do 1º raio em atletas de dois desportos diferentes

Relationship between the stability of hállux in the ortostatic position and the position of the 1st ray in athletes of two different sports

Machado, V. 1 e Avidos, L. M.2

1 Podologista. Licenciada pela ESSVA; Mestre em Podiatria do Exercício Físico e do Desporto pela ESSVA do IPSN da CESPU. filipapmr@gmail.com

2Podologista, Professor Adjunto Principal – Departamento de Ciências da Saúde do Instituto Politécnico de Saúde do Norte. Escola Superior de Saúde do Vale do Ave. Research Group for Artificial Intelligence and The Health CESPU, Instituto Universitário de Ciências da Saúde – Portugal liliana.avidos@ipsn.cespu.pt

 

RESUMO: O objetivo principal deste trabalho que apresento neste congresso é estabelecer uma conexão entre a posição do osso 1º Metatarso (Mtt) e a estabilidade do hállux no que diz respeito à ativação efetiva do mecanismo de windlass em atletas de futebol e judo. Para avaliar se a posição do 1º Mtt afeta a estrutura através da qual a propulsão é realizada durante a caminhada e, finalmente, se a posição do 1ºMtt afeta qual o Mtt que está mais congestionado no momento da elevação do calcâneo durante a caminhada, compararemos todos os jogadores de futebol e judocas. Utilizou-se um questionário que incluiu alguns instrumentos como o Manchester e a VAS (Escala Visual Analógica), um goniometro, o Podoscópio Ultraleve e uma Plataforma de Pressão. Os testes físicos foram realizados para avaliar a posição do 1º Mtt (úlcera de pressão), a estabilidade do hálux (posição ortostática) e o teste de Lunge. Os resultados mostraram que a posição de dorsiflexão dos jogadores de futebol, isolados de cada um dos grupos amostrais, jogadores de futebol e judocas, foi mais comum e que também houve maior incidência de instabilidade do hálux. Os resultados foram mais consistentes entre os praticantes de judo, pois o número de atletas com instabilidade do hálux foi maior na posição de dorsiflexão do que entre aqueles que apresentaram estabilidade; na posição de flexão plantar a situação inverteu-se, ou seja, mais atletas com estabilidade superaram a análise fracionária. Porém, nas análises fracionárias por modo, as relações perdem a significância estatística. Na relação entre a estabilidade do hálux e a última estrutura que sai do solo na propulsão final, verificou-se que na presença de estabilidade, a última estrutura que sai do solo é o 2º dedo. Quanto à relação entre a posição do 1º Mtt e a estrutura que está mais sobrecarregada na elevação do calcanhar, a sobrecarga é principalmente no 5º Mtt, independentemente da posição do 1º Mtt.

 

PALAVRAS CHAVE: ESTABILIDADE DO HALLUX; 1º RAIO; FUTEBOL; JUDO; PODIATRIA

 

 

ABSTRACT: The main goal of this work that I present in this congress is to establish a connection between the position of the 1stMetatarsal (Mtt) bone and the hallux stability with regard to the effective activation of the windlass mechanism in soccer and judo athletes. To assess whether the position of the 1stMtt affects the structure through which propulsion is performed while walking, and finally whether the position of the 1stMtt affects which Mtt is more congested at the time of calcaneal elevation while walking will compare all soccer players and judo athletes. The statistical analysis was developed according to the SPSS software and we used a survey that included some instruments such as the Manchester and the VAS (Visual Analogic Scale), a Gurney, the Ultralight Podoscope and a Pressure Platform. Physical tests were performed to assess the position of the 1stMtt (pressure ulcer), the stability of the hallux (standing position) and the lung test. The results showed that the dorsiflexion position of the soccer players, isolated from each of the sample groups, soccer players and judokas, was more common and that there was also a higher incidence of hallux instability. The results were more consistent among judo practitioners, since the number of athletes with hallux instability was higher in the dorsiflexion position than among those who showed stability; in the plantar flexion position, the situation was reversed, i.e. more athletes with stability outweighed the fractional analysis. However, in the fractional analyzes by mode, the relationships lose the statistical significance. In the relationship between the stability of the hallux and the last structure that leaves the ground on final propulsion, it has been found that in the presence of stability, the last structure that leaves the ground is the 2ndfinger. Regarding the relationship between the position of the 1stMtt and the structure that is most heavily overloaded at the heel lift, the overload is mainly on the 5th Mtt, regardless of the position of the 1stMtt

 

KEYWORDS: HALLUX STABILITY;1st RAY; FOOTBALL; JUDO; PODIATRY

Janete-LeirasJanete Leiras é Podologista licenciada pela ESSVS há mais de 20 anos, mestre em Ciências do Desporto – Treino de Alto Rendimento Desportivo atribuído pela FADEUP, especialista em Tecnologias de Diagnóstico e Terapêutica pelo IPSN Cespu e doutoranda em Ciências do Desporto na FADEUP. Exerceu a docência durante vários anos, fez e continua a fazer parte de alguns departamentos médicos de clubes profissionais e tem vasta experiência como orientadora, preletora e autora de vários trabalhos científicos.

 

Alterações morfo-funcionais e suas implicações no rendimento desportivo e na prevenção de lesões na prática de atletismo.

Morpho-functional changes and their implications in sports performance and injury prevention in the practice of athletics.

Leiras, J.1 e Vieira, S.2

1 Podologista. Licenciada pela ESSVS; Mestre em Alto Rendimento pela Faculdade de Desporto da Universidade do Porto janete.leiras@gmail.com.

2 Podologista. Licenciada pela ESSVS; Mestre em Podiatria do Exercício Físico e do Desporto pela ESSVS do IPSN da CESPU. sarapsvieira@gmail.com

 

RESUMO: A atividade física, e o atletismo em particular, tem sido difundida mundialmente como um dos fatores essenciais para a melhoria da qualidade de vida, da saúde, do bem-estar físico e psíquico da população, aglutinando cada vez mais praticantes, federados e amadores.

Consequentemente, tem-se vindo a verificar um aumento significativo de lesões musculo-esqueléticas, nomeadamente nos membros inferiores, impostas pelos elevados esforços de repetição a que essas mesmas estruturas estão expostas.

Segundo Nielsen et al. (2012), cerca de 85% de corredores experientes apresentam lesões músculo-esqueléticas. A elevada incidência de lesões e as implicações físicas e psicossociais associadas ao afastamento do treino ou diminuição da intensidade / frequência da prática de atividade física constitui atualmente um motivo de preocupação e interesse para a comunidade médica, treinadores, atletas, corredores amadores e também para a indústria do calçado desportivo (Van Gent et al., 2007; Hall et al., 2013; Cooper et al., 2015).

Assim, esta explosão de interesse na corrida contribuiu para o desenvolvimento de inúmeras pesquisas científicas nas áreas da biomecânica, medicina desportiva, podologia, fisioterapia, fisiologia etc, por forma a tentar padronizar métodos que facilitem a identificação do risco de lesões e as suas causas, nomeadamente diferentes técnicas de corrida, tipo de piso, características do calçado desportivo, tipo de passada e variáveis biomecânicas dos membros inferiores.    

Tounton et al., (2002) estudaram 2002 lesões na corrida, sendo que 1076 foram registadas em mulheres e 926 em homens. Referiu como dez lesões mais frequentes na prática de corrida: Síndrome patelofemoral, síndrome da banda iliotibial, fasciite plantar, lesões dos meniscos, síndrome de stress tibial, tendinite rotuliana, tendinite do tendão de aqulies, lesão do glúteo médio, fraturas de stress e lesões da coluna. De salientar que, a grande maioria dessas lesões estava significativamente relacionada a alterações biomecânicas dos membros inferiores.   

Segundo Sacco et al. (2003), posturas equivocadas durante a prática desportiva podem levar a uma aceleração do processo de desgaste no aparelho locomotor.

Desta forma, torna-se fundamental uma correta e exaustiva avaliação podológica dos vários desequilíbrios musculares, discrepâncias do comprimento dos membros inferiores, alterações morfológias e funcionais dos pés, alterações morfológicas do joelho e da anca, uma vez que todas estas alterações estão associadas a lesões por sobrecarga, que de alguma forma poderão ser evitadas, ou pelo menos minimizadas.

O podologista parece constituir uma peça essencial na otimização do rendimento desportivo e na prevenção de lesões, partindo do conhecimento e análise das várias alterações morfológicas e funcionais que poderão ser corrigidas ou compensadas através da correta aplicação de suportes plantares personalizados e da correta escolha do calçado desportivo para cada atleta, tipo de treino e piso no qual realiza a sua prática desportiva.

 

PALAVRAS CHAVE: ALTERAÇÕES MORFO-FUNCIONAIS, LESÕES DESPORTIVAS, ATLETISMO, PODOLOGIA DESPORTIVA, BIOMECÂNICA.

 

ABSTRACT: Physical activity, and athletics in particular, has been spread worldwide as one of the essential factors for improving the quality of life, health, physical and mental well-being of the population, bringing together more and more practitioners, federates and amateurs.

Consequently, there has been a significant increase in musculoskeletal injuries, particularly in the lower limbs, imposed by the high repetition efforts, to which these same structures are exposed.

According to Nielsen et al. (2012), about 85% of experienced runners have musculoskeletal injuries. The high incidence of injuries and the physical and psychosocial implications associated with withdrawing from training or decreasing the intensity / frequency of physical activity is currently a cause for concern and interest for the medical community, coaches, athletes, amateur runners and also for the sports footwear industry (Van Gent et al., 2007; Hall et al., 2013; Cooper et al., 2015).

This explosion of interest in running has contributed to the development of numerous scientific researches in the areas of biomechanics, sports medicine, podiatry, physiotherapy, physiology etc., in order to try to standardize methods that smooth the identification of the risk of injuries and their causes, namely different running techniques, type of floor, characteristics of sports shoes, type of stride and biomechanical variables of the lower limbs.

Tounton et al. (2002) studied 2002 running injuries, 1076 of which were recorded in women and 926 in men. He mentioned as the ten most frequent injuries in running practice: patellofemoral syndrome, iliotibial band syndrome, plantar fasciitis, meniscus injuries, tibial stress syndrome, rotulian tendonitis, tendonitis of the achilles tendon, injury of the gluteus medius, stress fractures and spine injuries. It should be noted that the vast majority of these injuries were significantly related to biomechanical changes in the lower limbs.

According to Sacco et al. (2003), wrong postures during sports practice can lead to an acceleration of the wear process in the locomotor system.

It is essential to have a correct and exhaustive foot evaluation of the various muscle imbalances, discrepancies in the length of the lower limbs, morphological and functional changes in the feet, morphological changes in the knee and hip, since all these changes are associated with overload injuries, which can somehow be avoided, or at least reduced.

The podiatrist seems to be an essential part in the optimization of sports performance and in the prevention of injuries, starting from the knowledge and analysis of the various morphological and functional changes that can be corrected or compensated through the correct application of custom insoles and the right choice of sports shoes for each athlete, type of training and floor on which  performs sports practice.

 

KEYWORDS: MORPHO-FUNCTIONAL CHANGES, SPORTS INJURIES, ATHLETICS, SPORTS PODIATRY, BIOMECHANICS.

Instabilidade do tornozelo
e espinhas irritativas do apoio podal

Ankle instability and irritating spines from 
foot support

 

 

Sophie Leost é Podologista, com licenciatura pelo Instituto Regional de Formação em Oficis de Reabilitação e Readaptação dels Països del Loira desde 2016, tem formação em Ortoplastia Ultra Fina – Escola Superior de Posturologia Villeneuve, em Taping e Podalgia pelo Centro de Estudio del Equilibrio em 2014, em Palpação Neuro-Sensorial pela Connaissance et Évolution em 2012 e em Posturopódia.

1 Podologue, Posturologa, France; sophie.podoposturo@gmail.com

 

RESUMO: A instabilidade do tornozelo (IT) é a consequência mais comum após uma entorse. Os protocolos de atuação atuais que preconizam o trabalho proprioceptivo e os tratamentos externos parecem não estar completos em vista da alta frequência dessa patologia.

A reabilitação através do trabalho proprioceptivo é praticada principalmente. O papel da sensibilidade cutânea plantar parece ser de interesse crescente para os médicos no controle postural.

Esta dissertação se propõe, por meio de um levantamento bibliográfico, se ela poderia desempenhar um papel entre fatores desencadeantes ou preventivos da IT. 151 artigos foram propostos pela ferramenta de pesquisa Pubmed e 26 artigos foram analisados.

Parece que os mecanorreceptores cutâneos plantares desempenham um papel importante no equilíbrio dinâmico do corpo humano e os autores estão cada vez mais interessados nisso. Parece relevante aprofundar as pesquisas sobre seu modo exato de funcionamento, principalmente na postura dinâmica, para que também possam ser levados em consideração no esquema terapêutico da IT.

PALAVRAS-CHAVES: LESÕES NO TORNOZELO, INSTABILIDADE CRÔNICA, SENSIBILIDADE À PELE PLANTAR, CONTROLE POSTURAL, ETIOLOGIA, PREVENÇÃO E CONTROLE, REABILITAÇÃO, TERAPIA.

ABSTRACT:Ankle instability is the most common consequence after a sprain. Current management protocols advocating proprioceptive work and external treatments do not seem to be complete in view of the high frequency of this pathology.

Rehabilitation through proprioceptive work is mainly practiced. The role of plantar Skin sensitivity seems to be of increasing interest to clinicians in postural control.

This dissertation proposes, through a bibliographical search, to see if it could play a role between triggering or preventive factors of CAI. 151 articles were proposed by the Pubmed research tool and 26 articles were analyzed.

It appears that plantar cutaneous mechanoreceptors play an important role in the dynamic equilibrium of the human body and the authors are increasingly interested in this. It seems relevant to deepen the research on their exact mode of functioning especially in a dynamic posture so that they can also be taken into consideration in the therapeutic scheme of CAI.

KEYWORDS: ANKLE INJURY, CHRONIC INSTABILITY, PLANTAR SKIN SENSITIVITY, POSTURAL CONTROL, ETIOLOGY, PREVENTION AND CONTROL, REHABILITATION, THERAPY.